
Divido com vocês um texto que gostei muito, escrito por Mauricio de Souza, publicado na revista Chico Bento. Boa leitura!
“É ingraçado a gente vê cumé qui um rio nasce!
Às veiz, eu venho aqui na nascente do rio, im riba do morro, só pra bisservá!
É um fiozinho d’água!
Tão piquinininho…
…qui inté parece qui carece di proteção !
Mais ele vai descendo…
… divagarinho…
…morro abaxo!
Inté parece qui um riozinho ansim num vai ganhá força!
Crecê…
… ficá forte!
Mais ele continua!
I começa a mudá!
I a percebê a vida im vorta!
Pruque o riozinho vai ficando maior i mais rápido!
Como si ele tivesse aprendendo a vivê!
I a dispertá pra tudo o qui acontece im vorta!
I dentro dele!
Ele ganha força por ele mermo!
I começa a i mais rápido!
Cum mais força!
Sempre im frente!
Aprendendo…
… o mior caminho!
A passá pelas dificuldade!
I a vencê quarqué obstáculo!
Às veiz si infrenta correnteza…
… pra chegá a carmaria…
… i incontrá…
… outro riozinho!
Qui corre lado a lado!
Si aprochegando!
Como si quisesse si conhecê!
Inté si juntá…
… i si transformá num riozão!
Oia só! Parece qui nascero um pro outro!
Inté criam umas nascente…
… como si fosse fiotinho!
I o rio sempre vai im frente!
Ligeiro i cheio di vida!
Só qui, às veiz, dispois di tanto corrê…
… parece qui ele fica cansado…
… i perde um tanto daquela rapidez qui tinha!
Mais mermo ansim…
… ele inda tem força!
Mermo qui incontre muita pedra no caminho!
Num desiste!
Mais sabe…
… qui o distino…
…é mais forte!
Mais um rio nunca termina!
Ele recomeça!
Num si sabe donde!
Numa nuvem, num outro rio, o inté no oceano!
Carmo, grande i tranquilo!
Tar quar é a vida!
Num é?”
Érima de Andrade, ex aluna do Processo Hoffman da Quadrinidade.





“A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original” – Albert Einstein.
Rio Da Vida… Sempre que eu ouço o rio da vida me sinto revigorada novamente e pronta para enfrentar tudo outra vez……